Os dias em que me deito na cama durante a tarde, com o edredon por cima da cabeça, e tento pensar em Zen, para para o fluxo dos pensamentos negativos.
Os dias em que decido que o "não" é a melhor resposta para tudo e mais alguma coisa.
Os dias em que não estou de ressaca, mas parece que carrego o peso do mundo às costas.
Os dias em que me arrependo de tudo.
Os dias em que me sinto culpada.
Os dias em que tenho o coração tão cheio que parece que vou rebentar.
Os dias em que penso em voltar para trás, e nos quais a opção da mudança parece ter sido a maior estupidez da minha vida.
São os dias em que as borboletas na minha barriga deviam levar com Baygon e morrer todas, porque na verdade, o que é que elas estão lá a fazer? São os dias do "ia sendo, mas não fondo", porque eu não sou a Caótica Ana. Sou a Caótica Mariana.
São os dias em que me apetece chorar até não poder mais, mas não consigo porque é tudo tão forte que nem consigo respirar. Algo dentro de mim, não sei bem explicar o quê, transforma-me num lutador de sumo: aguento tudo, e no entanto, estou a morrer por dentro.
Suponho que nunca ninguém verá esse lado meu, a não ser que olhe bem para os meus olhos, esses que nunca mentem. Tudo o resto é pura força bruta.
São os dias em que deixo de acreditar, em que a minha fé vai pela retrete abaixo.
Será que alguma vez vou ser feliz nesta puta desta cidade? Ou voltei porque há demasiado fado dentro de mim?
Raios parta...
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